GRUPO DE EXPEDIÇÕES TODO-TERRENO E RADIOCOMUNICAÇÕES DE EMERGÊNCIA... Quanto vale um Homem prevenido!? O Homem ocupa a superfície terrestre do planeta, organizado em sociedades cada vez mais complexas e artificiais, numa aparente harmonia com a natureza, mas sujeito a riscos e a fenómenos naturais intensos que comprometem, frequentemente, o equilíbrio entre o ambiente social e o ambiente natural.
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terça-feira, 8 de março de 2011
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
"O Diabo veio Dançar a Tomar"
As catástrofes não escolhem pessoas ou lugares, desta feita um mini Tornado apelidado de "Salazar", devastou numa linha de 35Km´s e com uma extensão de largura na ordem dos 300 a 500metros sensivelmente, a sua passagem deixou um rasto de destruição idêntica há de um Tornado, que auxilou entre F2 e F4, pois levantou telhados, tombou viaturas ligeiras, arrancou Árvores (Eucaliptos,etc...) derrubou postes de Alta Tensão e algumas telecomunicações ficaram afectadas, iniciando a devastação a Oeste de Tomar passando pelas já conhecidas zonas, por Ferreira do Zêzere dirigindo-se para Serpa e Castelo Branco, onde já chegou sem efeitos de destruição.
Na origem deste fenómeno estão as temperaturas muito baixa que se registaram na semana anterior e de repente ou seja, de um dia para o outro a temperatura ambiente teve uma súbita subida que rondou seguramente os 10 a 15 graus Centígrados, e um ou dois dias depois aquele Céu que só enganou os mais confiantes de que estão num cantinho há beira Mar plantado...
O Grupo de Expedições Todo-Terreno e Radiocomunicações de Emergência, tem a todo tempo um plano operacional para comunicações de Emergência em qualquer lugar e para quase todas as circunstancias, foi equacionada a nossa acção mas felizmente não foi necessário, pois a Protecção Civil não nos solicitou por considerar ter ao seu dispor todas as condições para socorrer as populações com elevada satisfação, e daí não ser necessário a nossa actuação...mesmo assim ficámos em escuta pois o nosso lema é nunca deixar os nossos créditos por mãos alheias!
Há perguntas que ficam por responder! Onde estão os senhores que têm como função ver a todo instante as condições atmosféricas?
Será que ninguém se apercebeu das alterações abruptas da temperatura?
E agora vamos fazer programas programas para ajudar quem perdeu todo?
Não foi propriamente um Tsunami, mas vamos ajudar como ajudámos as desgraças que aconteceram no estrangeiro?
E agora vamos acreditar no que diz o Governo, que nos vem tapar os olhos com a peneira? Que tirou tudo a que já nada tinha, e agora diz que criou uma ajuda especial?
NÃO, NÃO VAMOS AJUDAR, NEM VAI HAVER NENHUM PROGRAMA TELEVISIVO COM CHAMADAS DE VALOR ACRESCENTADO PORQUE NÃO ESTAMOS NA MADEIRA, NINGUÉM SE VAI PREOCUPAR COM ESTAS PESSOAS E COM QUEM PERDEU TUDO O QUE CONSTRUIR DURANTE UMA VIDA!!!
Somos capazes de ajudar o Mundo inteiro das mais diversas formas, e não temos consciência de que quando os nosso conterranios precisão, nos não somos suficientemente PORTUGUESES...
Tenho orgulho na minha gente!!!
As pessoas já não respiram só nos resta rezar, fechem os olhos tenho a certeza que conseguiram ver que melhores dias ai vêm, é o que podemos fazer!!!
Passeio Todo-Terreno dos Bombeiros Voluntários de Santarém
Vai no próximo dia 19 de Dezembro realizar-se um Passeio organizado pelos Bombeiros Voluntários de Santarém com a concentração nas imediações do Quartel pelas 08h:00, ao que consta e que fomos informados é um passeio SOFT ou sempre com alternativa, para que os mais apreensivos adeptos da modalidade, não tenham desculpa para não comparecer ou não levar a família.
O Passeio será pela zona da Lezíria, apreciando as belas paisagens que o nosso Ribatejo tem por excelência.
É com muito prazer que o "GRUPO DE EXPEDIÇÕES DE TODO-TERRENO E RADIOCOMUNICAÇÕES DE EMERGÊNCIA" vai estar presente com o maior numero de elementos, pois trata-se não só de Passeio como ao mesmo tempo ajudar uma instituição que não conhece limites quando são chamados a intervir e em qualquer circunstância faça chuva ou faça Sol.
O GETT-RCEmrgência vai estar presente sem dúvida alguma, não está para já programada nenhuma operação, mas se as circunstâncias assim o exigirem, temos tudo a postos para actuar em qualquer cenário!
Já podem visualizar as fotos do Passeio.
http://www.bvsantarem.com/category/image-galleries/passeio-tt-2010
Este Passeio destinava-se a angariar fundos para ajudar a compra um novo compressor, pois o que esta no quartel avariou, sendo assim fica a noticia publicada no site dos Bombeiros Voluntários de Santarém, em forma de agradecimento:
Em virtude do sucesso alcançado neste iniciativa realizada em 2010/DEZ/19, cumpre ao Comando e Direcção, reconhecer e enaltecer publicamente o esforço, dedicação e empenho de todos os colaboradores envolvidos. Bombeiros, Familiares de Bombeiros, Empresas e Forças Vivas de Santarém.
Deste evento, foi possível obter uma receita de 1.263.47 €, com uma despesa de 186.77 €. Bem Hajam.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
GETT-RCE Fornteira 2010



No passado dia 27 e 28 o Grupo de Expedições Todo-Terreno e Radiocomunicações de Emergência, fez questão de estar presente na localidade de Fronteira para acompanhar a maior festa do todo-terreno nacional, as 24 Horas de TT, onde imperaram as viaturas mais bem preparadas, como sempre...! e culminou, com a vitória do Pedro Lamy...
Tudo corria bem até a noite cair lentamente e trazer junto consigo uma temperatura impensável para muitos dos aficionados e campistas que por ali pernoitaram, o certo é que os concorrentes nunca pararam de correm e só eles quebravam o silêncio da noite gelada com o (roncar) dos seus motores e eram os únicos a quebrar o gelo!
Para o ano contamos estar lá novamente!
Muito obrigado a ct2jhx,ct1duo e cr7aby, sem eles não seria possível!
GETT-RCE

A vulnerabilidade das diversas sociedades aos fenómenos naturais a aos riscos, por elas muitas vezes criados, reflecte o diferente grau de preparação de cada uma face a esses fenómenos. Não é por acaso que o mesmo tipo de fenómeno, ocorrendo com a mesma intensidade em sociedades diferentes, pode provocar fortes disfunções numa, não afectando outras.
Só é pertinente referir catástrofes naturais quando, directa ou indirectamente, afectam a estrutura social de uma forma significativa. As catástrofes constituem processos de rotura entre o sistema social e o ambiente natural.
Os riscos naturais a que estamos sujeitos são diversos, ocorrendo, por vezes, ciclicamente na mesma região.
Se, de facto, durante muitos séculos as catástrofes se limitaram aos fenómenos de origem natural, a evolução tecnológica, a criação de novos tipos de indústrias, a utilização de mais e maiores quantidades de substâncias perigosas provocou a aparição de outro tipo de acontecimentos catastróficos – os acidentes tecnológicos.
Os acidentes tecnológicos, derivados da actividade humana, são acontecimentos súbitos e não planeados, causadores de danos graves no Homem e no Ambiente.
PREPARANDO A ESTAÇÃO
Antes que a ocasião se apresente, já que não se pode prever o início de uma operação desse tipo, convém fazermos uma análise detalhada das condições e da capacitação de nossas estações. Essa checagem providencial não se restringe ao simples funcionamento de equipamentos e sistemas irradiantes, mas inclui todos os elementos indispensáveis para uma operação fora dos padrões normais. Isto é, em situações de ausência das condições usuais e presença de problemas iminentes ainda não detectados. Assim, quando menos se espera, uma oxidação insuspeita num cabo coaxial pode tirar de operação uma estação que poderia ser bastante útil a uma rede, por exemplo. Portanto, seguem-se algumas questões cruciais, que servirão de parâmetro para essa checagem geral:
1) Existe fonte alternativa de energia em minha estação?
Uma fonte de alimentação de emergência pode ser conseguida através de uma bateria comum de automóvel, moto, câmera de vídeo etc. Uma fonte de AC (corrente alternada) extra também é recomendável. Ter essas fontes de reserva sempre à mão, possibilita grande agilidade e maior autonomia para sua estação, não esquecendo de providenciar cabos e conexões apropriados para as mesmas.
2) Que outras fontes de energia poderiam ser usadas?
a) ENERGIA EÓLICA- Um catavento, improvisado com uma hélice de ventilador acoplada a um gerador do tipo usado em faróis de bicicleta e aliado a um pequeno circuito regulador de tensão, carregará satisfatoriamente uma bateria automotiva.
b) ENERGIA SOLAR- Dispositivos de captação e conversão de luz solar em energia elétrica ( painéis solares ), também são muito eficientes nesses casos, salvo em épocas de pouca insolação.
c) GERADORES- À óleo diesel ou gasolina, podem alimentar outras instalações além da estação (ex.: iluminação, refrigeração etc). Os modelos mais recentes são compactos, silenciosos e menos poluidores que os antigos. Entre as fontes citadas, são os mais eficientes e confiáveis.
3) Disponho de antenas de emergência?
Essa é uma precaução primordial. Uma antena sobressalente nunca é demais! Porém, na falta desta, pode-se improvisar um sistema irradiante até com materiais inusitados. Um pedaço de arame, de fio elétrico, ou mesmo um capim verde podem servir como antenas para um HT desprovido de sua antena original, basta que meçam 19’ ( dezenove polegadas ), para que ressonem provisoriamente na faixa de 2 metros (144 MHz), por exemplo. No caso de estações-base, um velho guarda-chuva pode metamorfosear-se numa antena plano-terra, desde que obedeça às dimensões adequadas. Em casos extremos, dipolos feitos com sobras de fios elétricos, pedaços de canos metálicos e até mesmo uma árvore, desde que viva e de boa dimensão, podem tornar-se eficientes antenas de emergência.
4) Disponho de cabo coaxial de reserva?
Ainda que pareça exagero, ter cabo sobressalente não deixa de ser uma boa idéia. Além da referida linha de transmissão extra, nas dimensão, impedância e longitude adequadas, não se deve esquecer de conectores e adaptadores, que possam ligar o cabo reserva à sua estação-base e, ainda, a um HT. Equipamentos de HF podem funcionar, eventualmente, improvisando-se uma linha de transmissão com fio elétrico do tipo retorcido, cuja impedância aproximada é de 75W.
5) Minha estação está em perfeitas condições de funcionamento?
Pequenos procedimentos podem manter sua estação dentro dos parâmetros ideais de operação. Por exemplo, contatos de bateria de HT devem ser limpos com o auxílio de uma pequena borracha, do tipo usado em lapiseiras. Já em conectores de antena e de microfones externos, deve ser usado um spray anti-oxidante, do tipo limpa-contatos. Eventuais maus-contatos de instalação elétrica e conexões de aterramento também devem ser verificados e corrigidos.
6) Conheço as freqüências dos serviços de segurança pública?
O saudável hábito de “corujar” outros segmentos do espectro de rádio pode favorecer o descobrimento das freqüências operacionais de outros serviços, inclusive as dos organismos de defesa civil e segurança pública (V. Freqüências de Emergência). O intercâmbio de informações entre colegas radioamadores também é importante fonte de referência. No caso específico dos serviços de segurança pública, a lei faculta aos radioamadores licenciados praticar escuta das mesmas, desde que não provoquem interferências nem divulguem o conteúdo das transmissões ali ouvidas. Convém elaborar uma tabela contendo tais freqüências, além de tê-las nos bancos de memória do equipamento de escuta, para eventuais consultas e reposição, no caso de ocorrer um reset no rádio.
7) Conheço o raio de alcance dos repetidores da minha região?
O alcance e as eventuais zonas de sombra/silêncio dos repetidores de sua região podem ser avaliadas durante eventuais passeios, contestes e operações portáteis. Convém anotar tais resultados, observando-se condições de boa e má propagação. As zonas de sombra, isto é, locais de difícil e até mesmo impossível acesso à entrada de repetidores, frequentemente “aparecem” nas encostas de morros ou em meio a muitas edificações. No caso de operar um HT, não deixe de buscar a melhor visada possível, isto é, o melhor posicionamento “visual” em relação ao repetidor, e de basear-se no melhor sinal de recepção. Na maioria das vezes, isso determina uma boa transmissão.
ENCARANDO UMA EMERGÊNCIA
Neste capítulo, trazemos uma coletânea de procedimentos preliminares, fruto de nossa própria vivência, da colaboração de colegas experientes no tema e da compilação de artigos especializados. Apesar de não serem conselhos absolutos, pois cada caso requer um comportamento distinto, estes são procedimentos consagrados e adotados internacionalmente.
- ESCUTE, antes de efetuar qualquer transmissão... sempre! Lembre-se que o tráfego prioritário deve ter preferência sobre todos os demais. JAMAIS interrompa esse tipo de tráfego.
- NUNCA se adentra à freqüência de operações, para fazer perguntas como: “O que está acontecendo? Como está a situação, na cena do desastre? Posso ser útil?” ( Aliás, esta última pergunta tem sido a campeã, em operações por nós acompanhadas... ). Em nossa opinião, quem mais ajuda é aquele que menos atrapalha! Quando houver necessidade de ajuda, tenha certeza de que o coordenador da rede não hesitará em pedi-la, principalmente se a sua estação já tiver sido credenciada, na freqüência de adesão. Como o próprio nome já diz, trata-se de um canal onde se credenciam as estações dispostas a entrar na operação.
- ORGANIZE-SE. Temos notado que, logo nos primeiros momentos de uma emergência, muitos são os que se apresentam para ajudar. Porém, com o passar das horas, chegam a faltar operadores substitutos. Além disso, o estresse das primeiras horas de operação pode desarticular uma rede de maior duração. Lembre-se que, dependendo da gravidade da situação, uma rede pode permanecer “no ar” por dias seguidos. Uma seqüencia de turnos e horários é necessária para não haver sobrecarga dos operadores. Lembramos que eventuais auxílios de fim de semana são completamente dispensáveis!
- RESPEITE o axioma: o êxito dos trabalhos da rede dependerá diretamente da observância de uma férrea disciplina! O radioamador responsável pela coordenação deve ser a autoridade máxima.
- DISPONHA-SE. Quando oferecer seus serviços ou equipamentos à rede, não espere que alguém vá até você. É sua obrigação levar a oferta até o local determinado pela coordenação, pois todos devem estar sobrecarregados com outras tarefas.
- IDENTIFIQUE. Todo equipamento emprestado deverá trazer etiqueta, contendo a identificação de seu proprietário. Isso evitará extravios, no final das operações.
- NUNCA se apresente à rede sem a identificação completa de sua estação. Além disso, em operações desse tipo, devem ser evitadas as gentilezas dos comunicados usuais, que só tomam o precioso tempo da rede.
- USE linguagem compatível com o procedimento da rede. Sendo formada por voluntários, ela pode abrigar colegas que desconhecem tais procedimentos. Logo, o exemplo de sua estação é imprescindível, na execução dos serviços. O uso de códigos deverá ser reduzido a um mínimo necessário, objetivando maior clareza nos comunicados. Muito falatório pseudo-técnico deve ser substituído por mensagens curtas e significativas.
- MANTENHA A CALMA. Por mais desesperadora que seja a situação, não demonstre insegurança. O momento exige lucidez, ações coordenadas e atitudes eficazes. Não transpareça nervosismo. Se você não aprovar a conduta de algum colega, ou se a operação estiver evoluindo a seu contragosto, evite manifestar-se. Espere por uma posterior avaliação em grupo, desde que tais fatos não venham a comprometer a operação. Nesse caso, seja objetivo e aponte a suposta falha, polidamente.
- PROCURE montar uma boa base de operações, cercando-se de outros meios de comunicação e informação (p.ex.: telefone, fax, equipamento de escuta AM-FM, mapas da região etc). Muitas vezes, programas informativos trazem informações oportunas e válidas para a rede. Ademais, organize uma agenda de telefones estratégicos, de organizações e pessoas que possam fornecer equipamentos e facilidades especiais (p.ex.: ferramentas, veículos especiais, guinchos, contatos em serviços públicos e de segurança etc ).
- PROVIDENCIE baterias ou fontes alternativas de energia. No caso de dispor de apenas um HT em sua estação, procure operá-lo com fonte externa, poupando carga para um eventual deslocamento. Faça revisão constante das baterias, mantendo-as sempre carregadas.
- EMPRESTE seus conhecimentos. Situações específicas exigem conhecimentos específicos, que só profissionais ou pessoas treinadas podem compreender e administrar corretamente ( ex.: num naufrágio, seria escolhido um radioamador experimentado em atividades marítimas ou que tenha vivência de mergulho, navegação etc. ) .
- DESCONFIE de sua memória, por mais prodigiosa que ela seja. Cerque-se de papel e canetas em abundância. Preferencialmente, anote tudo o que for transmitir e as mensagens que recebeu, acrescentando horário e procedência dos comunicados.
- TRABALHE em equipe. Tarefas estabelecidas para uma determinada estação não devem ser “atravessadas” por outros operadores ( ex.: no caso de ser solicitada uma ligação telefônica, ninguém mais deve fazê-la a não ser a pessoa incumbida da tarefa.).
- EVITE invadir a seara alheia. Em operações conjuntas ( Polícia, Bombeiros etc. ), o radioamador deve ater-se unicamente à sua função: fazer comunicados e apoiar tais serviços. Nunca envolver-se em outras atividades, para as quais não está preparado e que não estejam no âmbito de suas atribuições ( ex.: fazer curativos e / ou remover feridos ).
- ATENTE para o perigo existente ao transmitir seqüências de algarismos. Utilize somente o código numérico internacional. Exemplo clássico é o do número zero, que erroneamente é codificado como “NEGATIVO”, quando a forma correta é “NADA”.
- TENHA o cuidado de não repetir em demasia o que as outras estações transmitiram. Diga simplesmente : “ QSL “, quando tiver anotado corretamente as mensagens.
- VEICULE toda informação não-prioritária em freqüência alternativa ( ex.: atualização de informações, sugestões etc. ).
- DESPREZE eventuais molestadores dos trabalhos. Use de tato, para isolar e deslocar perturbadores propositais, ignorando sua presença. Quanto menos atenção receberem, mais cedo desistirão de molestar.
- MODULE calma e pausadamente, para que sua voz seja ouvida com clareza. Recomenda-se posicionar o microfone oblíquamente em relação à boca, evitando desagradáveis ruídos de respiração e sopros.
- EVITE desperdício de potência irradiada, usando apenas o necessário para ser bem copiado pela rede e /ou acionar o repetidor. Um recurso válido para economia de baterias é desativar algumas funções não essenciais de seu equipamento, tais como: luz de painel, “ beep “ de cortesia etc. É aconselhável ainda a ativação da função economisadora de bateria, disponível em vários equipamentos atuais.
- DESOCUPE o quanto antes a freqüência da rede, buscando ser o mais objetivo possível, além de evitar desgaste exessivo de bateria. Para ter certeza de ser bem copiado, procure o melhor ponto de recepção da estação coordenadora; assim procedendo, é quase certo que será bem ouvido pela coordenação.
- POSICIONE-SE onde a operação requerer sua presença. Pouco adianta querer ajudar desde o conforto de seu lar, quando inúmeras posições devem ser guarnecidas.
- ESTAÇÕES MÓVEIS são muito úteis, mesmo quando o local da emergência está distante. A oferta de transporte será sempre bem-vinda, bem como a cobertura de zonas de silêncio; tarefas adequadas para operadores munidos de equipamentos móveis.
- DURANTE a operação móvel, não esqueça que a bateria de seu veículo necessita ser recarregada. Se possível, evite consumo excessivo da mesma, mantendo apenas a iluminação mínima indispensável à segurança e desativando sistemas supérfluos do automóvel. Quando estacionado, deve-se acionar o motor periodicamente, a fim de recarregar o que foi dispendido durante a operação do rádio. Uma bateria de reserva também é recomendada, principalmente em longas permanências no local. Por precaução, procure posicionar seu automóvel em pontos altos do terreno. Assim, é mais fácil empurrá-lo, se a bateria falhar.
- LEVE consigo alguma comida e água. A própria condição emergencial da operação exige tais providências. Alimentos que dispensem refrigeração e cozimento são os mais adequados.
- LEMBRE-SE que, mesmo em redes de emergência, comunicados originados de estações móveis e portáteis sempre terão prioridade sobre os demais.
- CABERÁ ao coordenador da rede, ao caracterizar-se a emergência, requisitar o uso exclusivo de repetidores e / ou freqüências adequadas à operação.
- OPERE seu HT de modo a conseguir ótima performance e maior autonomia possível. Muitas vezes, devido à sua agilidade operacional, gasta-se a energia desnecessariamente, fazendo com que venha a fazer falta num momento crucial.
- CONSCIENTIZE-SE de que, num contexto de emergência, podem ocorrer diversas situações simultâneas, que requerem uma rápida avaliação para o discernimento da prioridade na comunicação. Por exemplo: durante uma inundação, surgem - ao mesmo tempo - situações de afogamento, de resgate de populações ilhadas, de feridos, de óbitos etc. O operador deve priorizar o caso mais urgente (no caso, o afogamento), pois nele existe iminente risco de vida.
OPERADOR SOLITÁRIO
Por mais incrível que possa parecer, muitas vezes acontece de um radioamador encontrar-se diante de uma situação insólita: ser a única via de comunicação entre o local de uma emergência e o restante do planeta...! Nessas ocasiões, a história nos tem mostrado, operadores conscientes de sua função e bem preparados têm tido performances dignas de elogio, até de parte de autoridades.
Porém, heroísmos à parte, o que se requer de um operador nesses casos extremos é um comportamento altamente sóbrio e disciplinado, uma grande capacidade organizacional e uma enorme paciência. Experiências passadas demonstraram que somente os radioamadores que optaram pela calma, pela objetividade e pelo bom senso puderam levar a cabo “operações de emergência solo” bem sucedidas.
A seguir, algumas indicações a respeito, inspiradas em casos reais:
- ENCARE a realidade sem pânico: sua sobrevivência e a de seus companheiros depende de você e de sua estação.
- PENSE - sempre! - em resistir a longo prazo; nunca se sabe quanto tempo o socorro vai demorar a chegar. Procure organizar um grupo apto a providenciar um mínimo de organização. Isso será muito produtivo e manterá elevado o espírito dos demais.
- POUPE energia, o mais que puder; tanto a sua quanto a das fontes de alimentação de seus equipamentos de rádio. Quando possível, fazer um levantamento dos veículos disponíveis na região e organizar um rodízio de baterias, mantendo a estação continuamente suprida.
- ESCOLHA pelo menos uma pessoa, para ser sua eventual substituta; na escuta, nos períodos em que você estiver dormindo, ou até transmitindo em emergência, no caso de você estar impossibilitado.
- ESTABELEÇA um esquema de prioridades nos comunicados, privilegiando a proteção de vidas humanas; só depois é que devem ser agilizados os tráfegos de outra natureza, como: pedidos de informações sobre parentes, estado de propriedades estatais ou particulares, condições de estradas, aeroportos etc.
- SEJA inflexível, no que diz respeito à sua atribuição de radioamador. A obrigação de efetuar salvamentos, resgates e outros auxílios à população atingida pela emergência é de exclusiva competência das autoridades constituídas, exceto nos casos de socorro pessoal e humanitário. O que deve acontecer é um bom relacionamento com esses organismos, a fim de obter-se maior agilidade na execução de tais operações, através do eventual apoio de comunicações pelo radioamadorismo.
- ATENHA-SE aos fatos, nunca às emoções. A supervalorização do lado emocional dos acontecimentos pode levar a um estresse prematuro do operador e à perda do ritmo dos trabalhos. Fatos como acidentes fatais, crianças feridas, famílias desabrigadas etc, já são suficientemente deprimentes e não precisam ser “coloridos” por dramatizações via rádio. Mais uma vez, a objetividade e a calma devem ser mantidas, para que se evitem episódios sentimentalizados, atrasos nas providências, histerismo, esgotamento etc.
- TENTE estabelecer ligação permanente com estações de fora da área de emergência, que possam formar uma rede de apoio. Elas serão um suporte adicional, tanto para a sua operação quanto para os demais serviços empenhados no atendimento do caso.
- FAÇA apenas o que estiver a seu alcance. Exageros e heroísmos podem muito bem transformá-lo em mais uma das vítimas, o que só serviria para complicar ainda mais a situação.
- TRATE de se alimentar e dormir o suficiente, a fim de prolongar sua resistência e evitar o estresse. Quando não houver racionamento de água ou comida, procure manter seus hábitos alimentares e uma boa hidratação, sem esquecer da higiene pessoal.
- SAIBA que você não é o “salvador da pátria” e, portanto, não deverá ser responsabilizado por eventuais atrasos, falhas ou incompetências praticados durante operações conjuntas de salvamento e/ou socorro; salvo os problemas causados diretamente por você, referentes à rádio-comunicação.
- ORIENTE seus vizinhos e amigos, a uma melhor compreensão de sua atividade. A conscientização deles será importante fator de proteção e de manutenção das atividades de sua estação, além de evitar que lhe confiem missões que extrapolem suas possibilidades.
- ATENÇÃO!: Quando se opera sozinho e sob tensão, requer-se do operador um cuidado redobrado acerca das decisões a tomar; tendo em vista que toda a responsabilidade recairá única e exclusivamente sobre ele mesmo. Ademais, um erro de julgamento poderá desencadear eventuais mobilizações desnecessárias de recursos humanos e materiais, colocação de efetivos em risco de vida etc.
AS REDES
Por definição, as redes de emergência são grupos de estações operando organizadamente e sob a coordenação de uma estação-base, com a finalidade específica de prover comunicações entre regiões ou comunidades atingidas por catástrofes, acidentes, epidemias e todo tipo de situações em que existam riscos iminentes de sobrevivência ou de prejuízo à integridade da população atingida.
Ocasionalmente, essas redes têm operado em maior ou menor grau de colaboração com os serviços públicos de segurança e defesa civil.
Formadas por estações estrategicamente localizadas em relação à área do evento emergencial, as redes amadoras atuam multidisciplinarmente, atendendo tráfegos de toda natureza; de simples pedidos de informação até auxílio no resgate a vítimas de acidentes aéreos, marítimos etc.
Em termos de Brasil, mesmo tendo presentes os casos heróicos de redes fantasticamente eficientes, cujas performances extrapolaram a toda expectativa, sofremos de uma deficiência crônica da condição operacional.
O fato é que, quando os operadores envolvidos na organização de uma rede encontram-se inteirados dos procedimentos adequados, assim como desempenham a atividade sob constante disciplina, não existe fator que impeça o bom andamento dos trabalhos da mesma.
A seguir, exemplificamos de forma simplificada o organograma de uma rede básica:
- COORDENAÇÃO GERAL QRG 1 (tráfego prioritário da operação):
A cabeça da rede. A partir dela, sempre em caráter decisório, agilizam-se as diretrizes específicas, que orientam todos os postos de serviço. Agindo em conjunto com as autoridades da área, promove a integração entre os serviços públicos e os operadores envolvidos.
- UNIDADES MÓVEIS / PORTÁTEIS QRG 2 (tráfego de atualização):
Geralmente presentes no evento, propiciam ligação local e com a coordenação, atualizando-a quanto à evolução dos fatos. Além disso, também podem servir como estações de apoio, em situações onde não haja contato direto.
- RELAÇÕES PÚBLICAS QRG 3 (serviço informativo geral):
Atendimento à coletividade, no intuito de informar sobre desaparecidos, vítimas fatais ou não, triagem hospitalar, efetivos da operação, postos de apoio, estatísticas, eventual assessoria de imprensa etc.
- ADESÃO QRG 4 (recrutamento de pessoal e material):
Credenciamento de operadores e estações, arregimentação de equipamentos e acessórios, designação de tarefas e postos de serviço, apoio técnico etc.
- POSTO A POSTO QRG 5 (tráfego de serviço):
Todas as comunicações que não se destinem a toda a rede, mas de tráfego interno dos operadores.
* OBS.: Freqüências adicionais poderão ser estabelecidas conforme a situação assim o exija, apenas acrescentando-se ao organograma, sem que se altere a hierarquia do mesmo.
APÊNDICE
TERMINOLOGIA
Como já vimos anteriormente, a objetividade deve prevalecer nas comunicações emergenciais. Em operações desse tipo, costumam acontecer verdadeiros “surtos verborrágicos”, capazes de arrepiar os mais compreensivos coordenadores. Além de rechearem o folclore radioamadorístico, esses arroubos acabam tumultuando a operação. No intuito de agilizar os tráfegos dessa natureza, é bom que nos atenhamos ao vocabulário já existente - adotado internacionalmente -, aplicando-o com bom senso e jamais fazendo com que sua utilização gere dúvida e/ou confusão ( ex.: quando se usa algum código Q raramente utilizado e, por isso, desconhecido pela maioria ).
A seguir mencionamos exemplos de contatos, onde se observam as maneiras certa e errada de conduzir tráfegos emergenciais:
- CERTA:
O Coordenador chama a estação localizada no Hospital, a fim de saber se a ambulância já saiu para o local do acidente:
C.: - “ Hospital, aqui é a Base...”
H.: - “ Prossiga.” ou “ QRV.”
C.: - “ Informe se a ambulância já deslocou para o local...”
H.: - “ Aguarde.”
(...)
H.: - “ Base, é o Hospital...”
C.: - “ QRV.”
H.: - “ Negativo, sairá em cinco minutos.”
C.: - “ Afirmativo.” ou “QSL.”
- ERRADA:
Agora, a mesma troca de mensagens adquire um formato afetado, excessivamente longo e - o que é pior! - duvidoso:
C.: - “ Atento Hospital, atento Hospital, aqui é a Base de Operações chamando, com QTC...!”
H.: - “ Hospital na escuta, pode falar, Base de Operações...!”
C.: - “ Ah, QSL..., por gentileza, colega, seria possível verificar se a ambulância já foi mandada lá para o local da emergência?...
H.: - “ Positivo, Base, só um minutinho que eu já trago a resposta...”
(...)
H.: - “ Atento, Base, é o Hospital, com a resposta do QTC...”
C.: - “ Base na escuta, prossiga, Hospital...”
H.: - “ É o seguinte, Base: conforme as informações, ainda não; mas pode ser que saia dentro de uns cinco ou dez minutos, O.K.?...”
C.: - “ ???!!!...”
CÓDIGO Q
Apesar de largamente difundidas, certas combinações do Código Q são freqüentemente confundidas, quanto ao seu real significado original. A título de informação, listamos algumas das mais utilizadas (e mais equivocadas!), bem como outras pouco conhecidas (porém, referentes a situações emergenciais e, também, de uso geral).
QRA = nome da estação (o indicativo de chamada e nunca o nome do operador!).
QRF = estar voltando a... (lugar, local etc).
QRG= freqüência exata de operação (designada em MHz e KHz).
QRL = estar ocupado (o operador, não a freqüência).
QRM= interferência causada por batimento de outras estações adjacentes (splatter), ou por ruídos na rede elétrica.
QRN= interferência causada por fenômenos atmosféricos (estáticos).
QRO= aumentar a potência de transmissão.
QRP= diminuir a potência de transmissão.
QRS= transmitir mais devagar.
QRT= encerrar definitivamente a operação (não só interrompê-la).
QRV= estar preparado para receber, transmitir e/ou executar tarefas.
QRX= voltar a chamar (após um intervalo), em horário e freqüência combinados. *Obs.: Não se “entra em QRX”, mas passa-se a QRX.
QRZ= quem me chama?
QSA= intensidade do sinal.
QSL= compreendido, recebido (referente à mensagem).
QSO= comunicar-se diretamente com... (outra estação ou pessoa).
QSP= retransmitir a... (outra estação ou pessoa).
QSQ= existe médico à bordo?
QSU= transmitir e/ou responder nesta freqüência (e nunca “manter escuta”).
QSY= passar a transmitir em outra freqüência.
QTA= devo anular o telegrama nº. ...? (em fonia, usa-se para cancelar certa transmissão).
QTC= quantos telegramas tem para transmitir? (em fonia, usa-se para indicar mensagem a ser transmitida).
QTH= minha posição (coordenada geográfica) é... (ou outra indicação).
QTI = meu rumo verdadeiro (coordenada geográfica) é... (ou outra indicação).
QTR= horário exato.
QUD= recebi o sinal de urgência, transmitido por...
QUF= recebi o sinal de perigo, transmitido por...
QUR= os sobreviventes receberam equipamento de salvamento, foram recolhidos por barco de socorro, foram alcançados por expedição terrestre de socorro.
QUS= avistei os sobreviventes, na posição... (coordenada geográfica ou outra indicação).
FREQÜÊNCIAS DE EMERGÊNCIA
Quando se apresenta uma situação de emergência, a lei faculta ao radioamador operar fora das faixas a ele normalmente destinadas, em apoio aos serviços ali alocados em regime preferencial e/ou em caso de risco iminente à vida humana. Além disso, jurisprudências recentes asseguram a radioamadores licenciados o direito de praticar escuta de comunicações policiais, aeronáuticas, marítimas e outros serviços privados; desde que não causem interferência ou divulguem o teor dessas comunicações. Portanto, nada mais lícito do que transformar mais essa possibilidade, hoje facilitada pelos equipamentos de V/UHF com faixas de escuta ampliada, em estratégica fonte de informação e integração do radioamadorismo com esses serviços.
Em resumo, partindo do princípio que - também em termos de rádio -todo o conhecimento se faz útil de alguma forma, segue-se uma lista atualizada de freqüências exclusivamente usadas em tráfegos de emergência. Tais freqüências são convencionadas internacionalmente e obedecem às normas específicas de execução de cada serviço.
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